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MANEJO DA FIBRILAÇÃO ATRIAL NA ATENÇÃO BÁSICA

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As arritmias cardíacas são eventos clínicos frequentes em âmbito ambulatorial. Sua detecção pode ser feita a partir de sintomas ou sob a forma de diagnóstico casual no exame clínico ou eletrocardiograma. Embora a maioria das arritmias não seja grave, o potencial de uma morte súbita e o possível risco para eventos tromboembólicos exige um diagnóstico cuidadoso que permita uma definição clara do prognóstico e da necessidade de terapia. O papel do médico de atenção primária consiste basicamente na detecção de arritmias, na avaliação da sua malignidade, no encaminhamento das arritmias não benignas e daquelas muito sintomáticas, na prestação de primeiros socorros em emergências e no manejo da terapia de manutenção em situações definidas. A terapia da Fibrilação Atrial é baseada em 6 pilares: controle da resposta ventricular, reversão de situações precipitantes, determinação do risco de complicações tromboembólicas, instituição de regimes anticoagulantes, avaliação da melhor estratégia a longo prazo (cardioversão e manutenção do ritmo sinusal versus controle da resposta ventricular e prevenção de eventos embólicos) e terapia antiarrítmica quando necessário. A opinião do cardiologista deve ser buscada nos casos em que existe uma posição para cardioversão e naqueles pacientes sintomáticos ou com resposta ventricular de difícil controle após o tratamento inicial. Palavras – chave: Fibrilação atrial, arritmia, Medicina de Família e Comunidade.