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Manejo da cefaleia na Atenção Primária à Saúde

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Introdução: As cefaleias têm alta prevalência, causam incapacidade e seu diagnóstico é clínico, pelo que é considerada atribuição da Atenção Primaria à Saúde (APS). Objetivo: Descrever o manejo da cefaleia na APS. Metodologia: Selecionou-se 31 pacientes do ambulatório de cefaleia do Centro de Especialidades Médicas Matriz da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Curitiba. Elaborou-se checklist que incluía os dados propedêuticos, diagnóstico, tratamento e motivo do encaminhamento. Os dados foram coletados dos prontuários eletrônicos das consultas realizadas na APS no período de janeiro de 2011 até o momento do encaminhamento. A pesquisa foi aprovada pelos comitês de ética da Universidade Federal do Paraná e da SMS de Curitiba. Resultados: A anamnese e o exame físico completo não estavam registrados e os dados isolados mais frequentes foram: localização (74,19%), frequência (54,84%), caráter (45,16%), pressão arterial (61,29%), estado geral (51,61%) e pulso (25,80%). Sinais neurológicos foram pouco registrados. Em seis pacientes era possível estabelecer o tipo de cefaleia segundo os dados do prontuário. O tratamento abortivo foi prescrito em 64,52% e o profilático, quando indicado, em 54,16% e não se registraram as medidas higiênico dietéticas. Os encaminhamentos foram desnecessários em 41,94% e quando justificados, os motivos consistiram em sinais de alerta (66,67%), comorbidades (16,67%) e refratariedade ao tratamento (16,67%). Discussão: Pelos dados propedêuticos não era possível definir o tipo de cefaleia. O tratamento profilático medicamentoso e não medicamentoso foram pouco prescritos e existiram encaminhamentos desnecessários. Justifica-se educação médica continuada em cefaleia na APS.