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Introdução: A cidade de Curitiba foi um dos polos de imigração, principalmente a região de Butiatuvinha, área comercial e com oportunidades de moradia. Foram estudados imigrantes haitianos residentes nessa localidade, buscando informações sobre suas condições de vida e dificuldades cotidianas. Objetivos: Melhorar a comunicação de imigrantes haitianos que residem na região da US Butiatuvinha, objetivando estabelecer um intercâmbio de informações mais efetivo entre eles e os funcionários. Metodologia ou Descrição da Experiência: O projeto foi subdividido em cinco fases, abrangendo desde encontros com informantes-chave, formulação de questionários e sua consequente aplicação aos funcionários na US, definição de problemas e barreiras no atendimento, conversas com haitianos usuários da unidade, criação de uma ferramenta de auxílio de comunicação para a US e a análise de sua eficácia. Resultados: Apesar de 85% dos funcionários considerarem ter uma boa ou ótima relação com os haitianos, 60% afirmaram estarem insatisfeitos com o próprio atendimento, onde 75% dos entrevistados justificaram devido à dificuldade na comunicação. Ademais, 80% acreditam que uma ferramenta facilitadora ajudaria na comunicação durante a consulta. Observou-se também que a procura de haitianos na US é alta, sendo eles, na época, de 109 homens, 60 mulheres e 26 crianças. As reuniões com informantes-chave supriram lacunas de informações importantes durante o projeto, principalmente sobre o sistema de saúde do Haiti, e sobre a Síndrome de Ulisses, afecção prevalente entre os imigrantes. Conclusão ou Hipóteses: Apesar de encontrar muitos programas e instituições de auxílio aos imigrantes, ainda foi possível diagnosticar falhas do Sistema de Saúde perante essa população, assim como apontar melhorias simples que poderiam aprimorar seu atendimento, pois a abordagem da medicina ocidental possui uma factualidade e objetividade que tende a não deixar espaço para apoio e mudança social, que são imprescindíveis nesses casos.