82115

Intervenção educativa com agentes comunitários de saúde sobre sífilis coordenada por residente

Favoritar este trabalho

O trabalho objetivou compreender a percepção e ampliar o conhecimento dos agentes comunitários de saúde (ACS) sobre a sífilis, e trabalhar a habilidade de coordenação de ações educativas pelo residente de medicina de família. A incidência da Sífilis mostra-se preocupante no Município de Vitória. O número de notificações em gestantes vem aumentando significativamente, com 32 notificações em 2010 para 181 em 2016. Seu diagnóstico se mantém tardio em 35% dos casos, sendo que 31% ocorreram em gestantes menores de 20 anos. Em 65% dos casos o parceiro não foi tratado, chegando a 71 % em 2016. (Ministério da Saúde, 2016). Diante do cenário epidemiológico, e como parte da estratégia local de enfrentamento da sífilis, elaborou-se, sob coordenação do residente, uma ação educativa que reuniu 17 ACS do território de Consolação. A intervenção contou com a aplicação da técnica de Estimativa Rápida Participativa, a fim de avaliar o conhecimento básico e as dúvidas referentes à sífilis entre estes profissionais. Após responderem um pré-teste, foi promovida discussão que abordou as manifestações da doença, transmissão, como lidar com o paciente e o monitoramento da doença. O pré-teste demonstrou que todas compreendem o principal modo de transmissão, sua prevenção e a existência de tratamento eficaz, além da necessidade do tratamento do parceiro de gestantes infectadas. Das 17 ACS, 76% conhecem alguém que adquiriu sífilis, 64,70% consideram o não tratamento da gestante o principal motivo da transmissão vertical e 23,52% o não tratamento do parceiro. Apenas 17,64% percebem que a incidência no território é maior que a nacional. A ação atingiu o objetivo de ampliar o conhecimento e sensibilização das agentes ao enfrentamento da sífilis no território, e o desenvolvimento de competências e habilidades do residente na coordenação de atividades educativas na Atenção Básica.