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Interpretação do exame funcional respiratório Atenção Primária à Saúde – APS

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O teste de espirometria é um exame diagnóstico que permite medir os volumes respiratórios, isto é, a quantidade de ar que entra e sai dos pulmões, sendo na útil na avaliação funcional pulmonar. É um exame de domínio do generalista e do especialista, fundamental no diagnóstico e acompanhamento de asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e outras doenças respiratórias. Portanto, é recomendável ao médico de família, o conhecimento técnico da espirometria, em razão da prevalência nas comunidades de asma em até 18,4% (GINA, 2017), e DPOC em torno de 8% (INCA, 2013). A espirometria auxilia também no diagnóstico da dispnéia em distúrbios ventilatórios restritivos comuns na APS como obesidade, cifoescoliose, cardiopatias, sequelas de tuberculose pulmonar, e acometimentos pleurais. Colabora com o manejo das doenças respiratórias obstrutivas pelo médico de família. Auxilia na coordenação do cuidado da pessoa com outras doenças degenerativas e contribui para sua melhora da qualidade de vida. Porém esse exame sugere suposta dificuldade de interpretação pelo médico de família, inibindo sua solicitação e aumentando a referência ao especialista. O objetivo da apresentação é revisar os conceitos funcionais da espirometria, colaborar com o matriciamento técnico, desmistificar a dificuldade na interpretação dos resultados e desenvolver fluxograma de análise dos dados espirométricos que facilite sua interpretação pelo médico de família. Como consequência, esperamos obter, com a democratização desse conhecimento, melhora no manejo das doenças respiratórias obstrutivas, consequente facilidade no acesso às medicações necessárias (alto custo), redução das referências ao especialista, fortalecendo vínculo com os atributos da APS (coordenação do cuidado) e o método clinico centrado na pessoa