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Instrumentalizando profissionais da ESF para o adoecimento psíquico, decorrente da violência

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Este relato se refere a experiência do curso de Violência e Saúde Mental, ministrado aos profissionais médicos, enfermeiros e do Núcleo de Apoio à Saúde da Família – NASF, no município do Rio de Janeiro. Este projeto surgiu de uma parceria entre o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e a Secretaria Municipal de Saúde, com o objetivo de qualificar e promover o cuidado em saúde mental dos usuários assistidos pela Estratégia Saúde da Família - ESF, que apresentam alguém sofrimento, decorrente da violência armada e outros tipos de violência. A experiência aqui relatada traz o recorde de uma área programática na Zona Norte do Rio de Janeiro, o curso é desenvolvido em todas as dez áreas programáticas do município. O curso é proposto através de metodologias dinâmicas e vivenciais, onde os profissionais podem discutir a temática, interligando com suas experiências, do cotidiano do trabalho em seus territórios de atuação. Uma das teorias que embasa o projeto e busca instrumentalizar os profissionais, é a teoria da Terapia Interpessoal Breve, que entende que os problemas/adoecimento que as pessoas vivenciam, decorre de dificuldades nas relações interpessoais. O curso ainda promove a discussão e informação sobre os dispositivos disponíveis no território, principalmente os de Saúde Mental, e as possibilidades de articulação dessa Rede, para otimização do cuidado. Após as 16 horas de curso, os profissionais frequentam intervisões mensais, a fim de garantir um espaço de desdobramento das atividades propostas. Consideramos, a partir do feedback dos profissionais, que o curso tem sido muito rico e agregador ao acolhimento das demandas de sofrimento psíquico. Os profissionais referem que o curso lhes ajuda a ter ferramentas mais adequadas para o acolhimento, direcionamento das intervenções, na ESF e com a Rede. Em seus relatos, também referem a desconstrução de mitos e preconceitos com a Saúde Mental.