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Importância das Redes de Atenção à Saúde (RAS)

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Há uma crise nos sistemas de saúde contemporâneos, pela incoerência entre o predomínio de condições crônicas e uma resposta voltada a condições agudas ou crônico-agudizadas. Assim, a criação das RAS ocorreu na tentativa de modificar a organização do sistema de saúde brasileiro, para evitar a atuação de forma fragmentada e voltada a eventos agudos. A Portaria GM/MS n.4279/2010, define as RAS como arranjos organizativos de ações e serviços de saúde, de diferentes densidades tecnológicas e integradas através de sistemas de apoio, no objetivo de garantir integralidade do cuidado. O principal objetivo das RAS é prestar atenção integral, de qualidade, resolutiva, com pontos de regionalização articulados de modo integrado, atendendo, de fato, às necessidades da população. São características: formação de relações horizontais entre os pontos, estando a Atenção Primária em Saúde (APS) no centro; foco nas necessidades de saúde populacionais; responsabilização por atenção contínua e integral; cuidado multiprofissional; compartilhamento de objetivos; compromisso com resultados sanitários e econômicos. Assim, as RAS procuram estruturar os serviços de saúde como uma rede de pontos de diferentes densidades tecnológicas, espacialmente distribuídos de forma ótima, garantindo equilíbrio entre distribuição espacial e acesso, sem hierarquia entre os diferentes pontos de atenção, que são igualmente importantes para que se cumpram os objetivos de cuidado a saúde, como pressuposto que de cooperação é a melhor forma de alcançar esses objetivos. A APS, como porta de entrada, tem importante papel de ordenadora da rede e demais serviços. Assim, as RAS são um sistema que busca um arranjo poliárquico com padrões estáveis de inter-relações. Vêm as RAS, no contexto brasileiro, como uma proposta que intenciona melhorar a qualidade dos serviços e os resultados sanitários, reduzir custos e aumentar a satisfação do usuário.