Implementação da Estratégia Alimenta e Amamenta Brasil: repercussões no Aleitamento Materno Exclusivo
Introdução: A Estratégia Alimenta e Amamenta Brasil, lançada em 2012, pelo Ministério da Saúde, determina qualificar as ações de promoção da alimentação complementar saudável e a promoção do aleitamento materno para menores de 02 anos de idade, aperfeiçoando as competências e habilidades dos profissionais de saúde das Unidades Básicas de Saúde. Uma das pretensões específicas da Estratégia em questão, diz respeito a contribuição para ampliação da prevalência de crianças amamentadas de forma exclusiva até os seis meses de vida. Nesse sentido, o presente estudo tem por objetivo revisar literaturas para analisar acerca da associação entre a implementação do Programa Alimenta e Amamenta Brasil com a melhoria da prevalência do aleitamento materno exclusivo. Metodologia: Trata-se de um estudo analítico descritivo exploratório, com abordagem qualitativa. Discussão: Contrariando o proposto pela Estratégia Alimenta e Amamenta Brasil, há convergência nas literaturas referenciadas, quanto há significativas limitações estatísticas na prevalência do Aleitamento Materno Exclusivo entre as crianças acompanhadas pelos serviços que coeriram a EAAB e as que não foram expostas às condutas da Estratégia, em diferentes estados do país. Tal resultado conforme exposto por Venâncio (2013) e Brandão (2015), sugere que a questão central para a não consolidação da EAAB como política pública está explicitado na baixa priorização da mesma pelas três esferas do governo, seja pela concorrência de outros projetos e até mesmo pela ausência de recursos financeiros para viabilidade da proposta. Conclusão: Contudo, nota-se que a implementação da EAAB tal como foi idealizada no modelo assistencial em vigor torna-se um desafio, fazendo necessário a primazia da estratégia pelos órgãos responsáveis e a reflexão acerca da ausência da associação entre a implementação da EAAB e a melhoria do aleitamento materno exclusivo.