Implantação do Cuidado a pessoas vivendo com HIV
Introdução: No Brasil, a fragilidade da atenção primária reflete no atendimento a pessoas vivendo com HIV. Em 2013, o Ministério da Saúde determinou a descentralização do atendimento. Este movimento auxilia tanto na solidificação da atenção primária quanto no seguimento do paciente. Contudo, a implantação dessa estratégia, expressa um cenário de profissionais despreparados com a função de manejar casos complexos. Objetivo: relatar a experiência de implantação do atendimento de pacientes vivendo com HIV na atenção primária da UBS Santa Cecília, vinculada ao Hospital de Clínicas de Porto Alegre da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Relato de experiência: A implantação dos cuidado de pessoas vivendo com HIV iniciou com a capacitação de médicos com interesse no acompanhamento desses pacientes. As consultas são pré-estruturadas e as informações mantidas no prontuários e em banco assistencial. O ambulatório consiste num espaço de assistência e educação multiprofissional, com apoio de médicos de família, enfermeiros, nutricionistas e assistentes sociais presencialmente. A supervisão técnica especializada para qualificação do ambulatório é realizada através de teleconsultorias com médico infectologista disponível para esclarecer dúvidas. O turno de atendimento é preferencialmente as segunda-feira à noite, entretanto os pacientes podem optar por realizar consultas em outros horários. Em 5 meses, o perfil de pacientes é de jovens com diagnóstico recente. O absenteísmo recorrente reforça a necessidade de estratégias mais efetivas para aumentar a adesão e o cuidado das pessoas vivendo com HIV. Conclusão: o processo de implantação de cuidados especializados, voltados para médicos com especial área de interesse, qualificam a atenção primária e o cuidado de grupos de pacientes específicos. Essas experiências devem ser compartilhadas entre diferentes equipes, afim de promover um sistema de atenção ainda mais qualificado. O investimento na adesão e vigilância no cuidado desses pacientes ainda precisa ser aprimorado.