Implantação de protocolo para métodos irreversíveis como proposta de ampliação do acesso
Introdução: O planejamento familiar é de fundamental importância na vida das pessoas, que devem ter o direito à informação e aos métodos contraceptivos, seja ele reversível ou não. Objetivo: Descrever a implantação de um protocolo de atendimento ao usuário na escolha de métodos contraceptivos irreversíveis, com a proposta de ampliação do acesso e garantia da integralidade para os munícipes de Anchieta ES. Metodologia: A intervenção partiu da necessidade de organização do fluxo de atendimento ao usuários que optavam por métodos irreversíveis. Houve a discussão da proposta com os gestores municipais para contratualização de serviço hospitalar, de fundamental importância. Após essa etapa, o protocolo foi elaborado por uma comissão multiprofissional que discutiram o fluxograma do usuário desde a chegada à Unidade de Saúde, até a realização do procedimento. O documento foi encaminhado a CIR e CIB para aprovação e habilitação do hospital de referência. A partir do documento finalizado, houve a sensibilização e treinamento dos profissionais que atuam nas ESF para utilização adequada do protocolo de atendimento. Resultados: Após a implantação do protocolo de atendimento ao usuário para métodos contraceptivos irreversíveis no município foi identificado maior resolutividade e efetividade nas ações de educação em saúde, quando na escolha do método irreversível. Observado maior autonomia das equipes na execução do programa de planejamento familiar na Atenção Básica. Percebido empoderamento do usuário, na liberdade de escolha do método contraceptivo e, com isso, a organização do serviço e ausência de demanda reprimida. Conclusão: Diante da experiência, foi possível observar que instituir um protocolo de atendimento no município, permite ampliar o acesso e promove a resolutividade nas questões dos métodos irreversíveis. A intersetorialidade (saúde da mulher/auditoria/ESF/transporte/hospital) mostra-se como ponto positivo no processo, contribuindo para viabilizar a coordenação da atenção, como algo indispensável à efetividade das ações de saúde.