Idoso Frágil no Contexto Familiar: A Influência do Cuidar
A cada ano o número de idosos aumenta no mundo. Estima-se que em 2050, serão 2 bilhões de pessoas com 60 anos ou mais vivendo no planeta. Isso tem ocorrido, pelo menos em parte, devido ao maior acesso da população ao sistema de saúde, à diminuição das taxas de mortalidade e fertilidade e da melhoria da qualidade de vida ocorrida nas últimas décadas. Com o avanço da senilidade, eleva-se a prevalência de doenças crônicas. Estas, por sua vez, poderão ser acompanhadas da síndrome da fragilidade. O idoso frágil implicará em diversas mudanças nos contextos da sua família, desde o emocional até o financeiro. A atuação dos profissionais de saúde no âmbito da Atenção Primária, com destaque para o Médico de Família e Comunidade, pode ter um papel relevante no contexto da fragilidade em idosos. Objetivou-se, nesse trabalho, investigar o que significa ser um idoso frágil, quais os fatores que podem levar uma família a cuidar bem ou mal de seu idoso, qual o papel do médico de família e como este cuidado influencia na qualidade de vida desta população. A metodologia empregada foi revisão integrativa da literatura, associada à analise qualitativa de dados obtidos da aplicação de questionário a equipe multiprofissional de um plano de saúde que atende idosos em domicílio na cidade de Manaus-AM. Os resultados evidenciaram que o modo como cada família cuida de seu idoso frágil influencia sobremaneira nos desfechos favoráveis ou não no cotidiano deste idoso. Concluiu-se que é necessário preparar a família, desde o diagnóstico de uma doença crônica até os primeiros sinais de fragilidade para evitar eventos desfavoráveis de forma precoce e que a participação do Médico de Família e Comunidade é fundamental neste processo. Palavras-chave: Idoso frágil, Medicina de Família e Comunidade, Cuidado Familiar, Qualidade de vida.