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Hanseníase Dimorfa com manifestação osteoarticular: um relato de caso

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INTRODUÇÃO O presente estudo consiste na análise de um caso de Hanseniase Dimorfa com manifestações osteoarticulares. OBJETIVO O objetivo do presente trabalho é relatar o caso de hanseníase com manifestação osteoarticular, com diagnóstico e tratamento inicial para doença reumática. RELATO DE CASO Homem, 65 anos, branco, solteiro, gari, natural de Cuiabá – MT, apresentando há seis meses quadro de início agudo de artralgia e edema em punho, metacarpofalangeanas e interfalangeanas a esquerda, associada à mancha hipocrômica em dorso. Diagnosticado com cisto sinovial em punho, osteoartrite e síndrome do túnel do carpo, tratando com Hidroxicloroquina e AINEs. Após 05 meses de tratamento com piora clínica, foi encaminhado ao ambulatório de hanseníase da Policlínica do Planalto. Ao exame físico observaram-se placas eritematosas com bordas irregulares, alteração da sensibilidade térmica e dolorosa em dorso, linha média posterior, região torácica anterior, face plantar do pé esquerdo, manchas anelares hipocrômicas e com bordas eritematosas em região glútea e promontório. Apresentou dor a palpação e espessamento dos nervos fibular comum, ulnar e radial. Infiltração na face, desvio da rima labial, e máculas eritematosas. Estabelecido o diagnóstico de hanseníase dimorfa com reação hansênica tipo 1, interrompendo a terapêutica anterior, e iniciando poliquimioterapia multibacilar associado à prednisona 60 mg/dia por 30 dias, albendazol durante três dias. DISCUSSÃO O caso relatado iniciou o quadro clínico com manifestações articulares assemelhando-se a doenças reumáticas, retardando o diagnóstico e a terapêutica adequada. Ao atendermos pacientes com sintomas osteoarticulares, devemos estar atentos, considerando o caráter endêmico da hanseníase no Brasil. CONCLUSÃO A hanseníase apresenta muitas semelhanças clínicas e laboratoriais com doenças reumáticas, retardando seu diagnóstico e explicam o grande número de hansenianos tratados de algum tipo de reumatismo até que o diagnóstico de hanseníase fosse estabelecido. Devemos estar atentos aos quadros articulares, principalmente quando associados à neuropatia periférica ou lesões cutâneas.