Gestão do agendamento: implementação de tabela para otimizar a marcação de consultas.
A Política Nacional de Humanização (PNH) SUS, estabelece o acolhimento como um dos processos que constitui a prática de produção e promoção da saúde. A análise das ações de acolhimento na assistência básica pode ser realizada com base na tríade acolhimento-diálogo, acolhimento-postura e acolhimento-reorganização dos serviços. É um processo que não possui local ou momento certo para acontecer e não há um profissional específico para realiza-lo. O acolhimento é uma ação técnico-assistencial que pressupõe a mudança da relação entre o profissional de saúde e o usuário, através de parâmetros embasados nos princípios técnicos, éticos, humanitários e de solidariedade. Objetivo: capacitar a equipe de uma unidade da estratégia saúde da família em Volta Redonda para a melhora do acolhimento à população e a estratificação de risco da demanda espontânea. Foi elaborado uma tabela para otimizar a marcação de consultas conforme a necessidade do usuário, embasada pelo caderno de atenção básica 28, do Ministério da Saúde e no levantamento das principais queixas das pessoas atendidas no acolhimento durante 3 semanas. Todos os usuários recebiam orientações sobre sua necessidade, visando fortalecer a compreensão sobre os objetivos da atenção básica. Os pacientes que demandavam intervenção imediata eram atendidos como intercorrência pelo médico. Os classificados como atendimento prioritário eram atendidos no mesmo dia, e enquanto aguardavam eram assistidos pela enfermagem. Os de baixo risco, eram agendados para a mesma semana, e casos não urgentes eram marcados para, no máximo, um mês. A implantação do acolhimento da demanda provoca a reorganização das equipes e mudanças nas relações entre os trabalhadores e nos modos de cuidar. Acolher envolve receber bem, ouvir a demanda, buscar formas de compreendê-las e solidarizar-se. Este momento é fundamental para a criação e fortalecimento de vínculos entre a pessoa e a equipe de saúde.