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Introdução: Existe um problema conhecido (violência estrutural), que angustia não só o nosso dia a dia como profissionais [de saúde, especialmente os que trabalham em áreas de alta vulnerabilidade] mas também o cotidiano dos usuários atendidos pela Equipe. Durante atividades com a comunidade adscrita e contato com as pessoas da comunidade percebemos que eles sofriam violências diariamente, por parte do Estado. Essa violência que traz a negligência do Estado e falta de acesso aos direitos básicos é então reproduzida diariamente por todos. Esse problema precisa de intervenção. Nesse sentido que a saúde precisa compreender que seu papel vai muito além do atendimento aos agravos diretos que a violência produz. A violência, como problema complexo que é, precisa de uma resposta intersetorial para sua redução, e a Saúde faz parte dessa rede, também como articuladora. Objetivo: Sendo assim esse trabalho tem por objetivo mostrar que é possível desenvolver ações eficazes na abordagem da Violência estrutural atraves de ações dentro dos princípios e atributos da ESF. Além de estimular a abordagem comunitária como potente ferramenta transformadora e trazer o debate e entendimento da violência estrutral e suas consequências Metodologia: Esse trabalho é um relato de experiência ocorrida na comunidade do Salgueiro nos anos de 2016 – 2017. Resultados: Trabalho de abordagem comunitária que resultou em grupos estruturados e um trabalho de rede sólido. Hoje contamos com grupos regulares dentro da comunidade: Paz e Filhos (grupo de pais), Mulecagem (crianças em maior situação de risco dentro da Comunidade) e Entre Muros (grupo de esposas e mães de homens em cárcere). Construção de importante trabalho em rede, com reuniões de rede regulares com CRAS, CREAS, CAPs, Comissão de Direitos Humanos, Escola Municipal, Creche Municipal e PROINAPE que nos permitem trabalho para abordagem não só da comunidade mas de casos individuais mais complexos.