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Fatores que dificultam a abordagem da espiritualidade na prática clínica

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Introdução: A espiritualidade na prática clínica tem se tornado tema de destaque em diversas pesquisas por atuar como um fator de melhora na relação médico-paciente. Contudo, apesar de ter sua importância reconhecida por muitos profissionais de saúde, a maioria deles não utiliza esse tipo de abordagem ao entrar em contato com os seus pacientes. Objetivo: Avaliar os principais empecilhos para a abordagem da espiritualidade na rotina médica. Métodos: O estudo é exploratório, transversal, qualitativo e descritivo. Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa e os critérios de inclusão foram, além da maioridade, a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). A amostra foi de 120 médicos e 160 pacientes. Como instrumentos de coleta foram utilizados dois questionários: um direcionado aos pacientes, baseado nos questionários FICA e HOPE, e outro direcionado aos médicos, embasado em questionário utilizado por King et al. (2013) modificado. Resultados e discussão: Os dados obtidos demonstram que a maioria dos médicos aponta a importância da espiritualidade na prática clínica, assim como grande parte dos pacientes é a favor da abordagem da mesma. Entretanto, diversos fatores como falta de preparo durante a formação profissional, falta de tempo, contato descontínuo com o paciente, dentre outros, impedem a aplicabilidade do tema. Conclusão: Apesar de a espiritualidade ser parte do conceito multidimensional de saúde, pouca preparação é dada aos médicos para abordá-la. As dificuldades para lidar com o assunto são diversas e representam obstáculos para uma relação médico-paciente mais consolidada. É de grande importância que o tema seja abordado durante a formação profissional, a fim de evitar o desconforto sobre o tema e fornecer as instruções essenciais para empregar a espiritualidade na prática clínica.