Fases do estresse e correlação com características sociodemográficas de estudantes de medicina
Introdução: O estresse consiste em uma resposta inespecífica do organismo diante de uma pressão exercida sobre o sistema orgânico. Constitui um estado de tensão que rompe o equilíbrio do organismo e suas reações fisiológicas são chamadas de “síndrome de adaptação geral”, dividida em três fases: de alerta, de resistência, e de exaustão. Objetivo: Analisar as fases do estresse e seus correlatos com características de saúde e demográficas de estudantes de medicina de uma faculdade do interior do Nordeste. Metodologia: Pesquisa de caráter descritivo, transversal, com abordagem quantitativa, em um delineamento ex-post-facto, do tipo correlacional, teve como cenário de estudo as Faculdades Integradas de Patos (FIP), localizada na cidade de Patos, no sertão paraibano. A população constitui-se de 180 estudantes do curso de Medicina das FIP. Após aplicar os critérios de inclusão e exclusão, a amostra foi composta por 138 alunos. Resultados: Os resultados mostram que 21,02% dos acadêmicos não apresentam estresse e 78,98% apresentam. Considerando os estágios do estresse, desses 78,98%, 0,72% encontram-se na fase de alerta; 61,59% na fase de resistência e 16,67 na de exaustão. Correlacionando os fatores de saúde e sociodemográficos, constatou-se que as mulheres, os estudantes sem bolsa de estudo, as com menor satisfação com o curso, as que pensam em desistir do curso, tomam medicamento por conta do curso e os que não procuram tratamento psicológico possuem maiores pontuações de estresse nas fases de resistência e exaustão. Conclusão: É necessário incorporar estratégias que possibilitem os acadêmicos a lidar com essa realidade de forma adaptativa, valorizando e reconhecendo seus limites. Os serviços de apoio psicológico, por exemplo, consistem em uma estratégia institucional positiva, oferecendo apoio ao estudante e contribuindo para o seu bom desempenho.