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Existirmos, a que será que se destina?

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Introdução: No contexto da expansão da Atenção Primária à Saúde no Rio de Janeiro e as metas propostas nos contratos de gestão e das recomendações do Ministério da Saúde para acompanhamento longitudinal de certos agravos, torna-se um desafio a organização da agenda dos profissionais médicos e, por conseguinte, a qualidade dos serviços espontâneos e programados. Objetivo: Estimar o número mínimo de atendimentos anuais necessários para casos prioritários, pré-natal, puericultura, portadores de doenças crônicas como hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus, pacientes com tuberculose pulmonar e hanseníase, e o tempo proporcional necessário para tais consultas na agenda semanal de um médico de família. Metodologia: Coleta de dados do relatório anual e das planilhas de acompanhamento da Clínica da Família Victor Valla, unidade básica de saúde inserida no complexo de favelas de Manguinhos, no Rio de Janeiro. Discussão: O resultado encontrado foi de 27,9% podendo variar a até 59% a depender das estimativas de prevalência de agravos e tamanhos das equipes. Conclusão: A prioridade do acesso a consultas médicas para grupos programaticos , neste modelo seguido pelo atual contrato gestão, pode ter como resultado final a precarização do acesso a demanda espontanea, a sobrecarcarga de outros níveis de atenção como Unidades de Pronto Atendimento e o comprometimento da função da APS como porta de entrada preferencial ao SUS.