Favoritar este trabalho

Introdução: O estresse no trabalho pode ser definido como as reações físicas e emocionais prejudiciais que ocorrem quando as pressões ou exigências do trabalho não se igualam à capacidade, aos recursos ou às necessidades do trabalhador e essas interações podem levá-lo a adquirir doenças. Desse modo, o estresse laboral é desencadeador de diversas doenças psicofisiológicas, tais como: disfunções dos sistemas digestório, imunológico, dentre outros. Isto reforça a idéia de que as condições laborais têm papel principal nas causas do estresse, maior até mesmo que problemas familiares ou financeiros Objetivo:Nesse sentido, esse trabalho teve por objetivo investigar a prevalência do estresse no trabalho em médicos da Estratégia de Saúde da Família (ESF). Metodologia: Trata-se de uma pesquisa epidemiológica, quantitativa, telematizada, analítica e transversal, cuja população foi constituída por 89 médicos de ESF de uma cidade no norte de Minas Gerais. Os dados foram coletados por meio do questionário online: Job Stress Scale. Este instrumento procura fontes geradoras de estresse e suas repercussões sobre a saúde nas relações sociais do ambiente de trabalho. É um modelo que relaciona dois aspectos – demandas e controle no trabalho – ao risco de adoecimento. Discussão:Verificou-se uma maior frequência do sexo feminino na população estudada, com prevalência de indivíduos jovens com menos de 30 anos. Cerca de 40% dos médicos estavam acometidos para o estresse no trabalho. Metade dos médicos foi classificada com alto esforço para o trabalho e comprometimento excessivo. Conclusão: O estresse no trabalho é prevalente nos médicos de ESF avaliados. Ele pode comprometer a qualidade da assistência prestada e a própria saúde física e mental do trabalhador. Intervenções precoces no ambiente de trabalho e nas relações interpessoais das equipes da ESF são necessárias para a diminuição do estresse profissional em médicos.