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ESPIRITUALIDADE NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM SAÚDE: UMA EXPERIÊNCIA

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Objetivo: compartilhar experiência da inserção da espiritualidade em disciplina obrigatória em curso de Medicina. Descrição: a proposição desta disciplina chega anos antes do início do curso, no período de construção de seu Projeto Político Pedagógico. Propor 60hs, parte no 1º semestre, outra no 4º, fez sentido para uma faculdade que traz em sua essência e valores a questão religiosa, mas um enorme desafio de como propor para alunos, jovens adultos, vindos de uma sociedade plural, laica, com uma enorme marca de individualismo, relativismo, imediatismo que não coloca a pessoa em primeiro lugar em suas escolhas, o outro no centro das ações. Último fruto, após 10 semestres de experiência foi a sistematização, com ajuda dos alunos, residentes de Medicina de Família do nosso serviço e convidados especiais, do material do curso, em um livro que permite essa difusão a tantos mais. Temos sido demandados a compartilhar em vários cenários o que estamos fazendo: seminários, simpósios, Jornadas, Congressos até impensadas cerimônias de posse de Sindicatos de Médicos, como aconteceu em junho. Discussão: buscamos trazer a dimensão da religiosidade e da espiritualidade como Competência Cultural, princípio acessório da Atenção Primária à Saúde, como nos propõe Barbara Starfield, necessária para que o profissional de saúde ofereça atenção de fato integral com a pessoa em sua comunidade, com toda a sua beleza e trabalhar essa dimensão no futuro profissional médico, mantendo o olhar plural do cenário do curso, com alunos e futuros médicos das mais diversas tradições religiosas e ateus, nosso curso busca espelhar essa pluralidade e nela está sua riqueza. Nosso curso de Medicina tem por objetivo a formação de médicos com atitudes e comportamentos éticos, compromisso social, focados na intransigente valorização e defesa da vida humana, com compreensão integral do ser humano, de forma crítica, reflexiva e cristã.