Escleroterapia no tratamento de varizes grau 1 na CF
Introdução. Mais da metade dos homens e dois terços das mulheres do mundo ocidental apresentam pelo menos algum grau de varizes identificáveis ao exame físico. As varizes podem ser assintomáticas, constituindo-se apenas em problema estético, ou sintomáticas, quando geram dor, sensação de peso, parestesias, cãibras e fadiga dos membros inferiores. O tratamento pode variar desde medidas clínicas conservadoras até escleroterapia e cirurgia. Objetivo. Divulgar como se deu a experiência de residentes de Medicina de Família e Comunidade, na tentativa de oferecer escleroterapia em uma Clínica da Família na Cidade do Rio de Janeiro/Brasil. Descrição da experiência. A busca por oferecer escleroterapia na clínica foi motivada por mulheres Agentes Comunitárias de Saúde que, ao assistir o telejornal de domingo, procura a residente com a notícia de que o SUS começou a oferecer tratamento de varizes. A partir de então, buscou-se estudar a técnica da escleroterapia, uma vez que os insumos necessários para sua execução já estavam acessíveis: basicamente glicose hipertônica 50% e lidocaína 2%. Discussão. Com relação à gravidade, a classificação das varizes varia desde o grau 1 até o grau 6: as varizes de grau 1 não se caracterizam como doença, são veias estéticas, microvasos, cujo tratamento não está acessível pela atenção secundária do Sistema Único de Saúde (SUS), que só atende a partir do grau 2. A escleroterapia, além de ser efetiva para finalidades estéticas, possui muito baixo índice de complicações e pode ser realizada de forma adequada em nível ambulatorial. Conclusão. Apesar de ser um procedimento estético, por sua alta prevalência e pelo baixo índice de complicações, a escleroterapia das varizes de grau 1 é um procedimento que pode fazer parte do rol de serviços oferecido pelo médico de família, uma vez que aumenta a resolutividade, melhora a auto-estima do paciente e fortalece a relação médico-paciente.