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Chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV), da família Togaviridae e gênero Alphavirus. Possui quadro clínico semelhante ao Dengue, diferindo pelas fortes dores articulares que podem cronificar por até 3 ou 6 anos, em alguns casos. No Brasil, os primeiros casos autóctones de Chikungunya só foram confirmados em 2014 e grande parte das cidades brasileiras ainda não vivenciou uma epidemia. Fortaleza é a quinta maior metrópole brasileira em população e vivenciou grande epidemia de Chikungunya nos meses de janeiro a agosto de 2017. Objetiva-se demonstrar a epidemiologia da febre de Chikungunya no período de janeiro a agosto do ano de 2017 em um município de Fortaleza - Ceará. Realizou-se pesquisa no sistema de monitoramento de agravos diários (SIMDA) no mês de agosto de 2017 para coleta dos dados epidemiológicos do período de janeiro a agosto 2017 com atualização em 03/08/2017, utilizando-se filtros de pesquisa “clínico-epidemiológico” , “laboratório” e “notificado”. Observou-se um total de 56786 casos notificados sendo 46594 confirmados com sorologia. No município, o maior número de notificações de casos ocorreu nas unidades de atenção primária à saúde (UAPS), totalizando 26223 no período avaliado. Observou-se ainda um total de 48 óbitos por Chikungunya no município de Fortaleza. Os dados epidemiológicos mostram que a cidade enfrentou uma grande epidemia de Chikungunya no período de janeiro a agosto de 2017,tendo sidos notificados 56786 casos, o que corresponde a uma parcela de 6,5% da população do município. Foi possível perceber a importante participação das UAPS no processo de notificação dos casos, correspondendo a 46% das notificações realizadas. É importante observar também o relevante número de óbitos causados pela infecção pelo vírus da Chikungunya, 48 óbitos já confirmados, pois isso reflete a inexperiência e dificuldade dos profissionais da saúde no manejo da Chikungunya, bem como a potencial letalidade da infecção.