Educa ACS
A profissão de Agente Comunitário de Saúde (ACS), legalizada no Brasil através de experiências bem-sucedidas na década de 90, aproximou a saúde do território e da realidade in loco. O ACS é visto, então, como interlocutor entre a equipe e a comunidade. Sua representatividade nesse papel, se torna essencial como educador popular. No entanto, com a expansão da Estratégia de Saúde da Família e sem uma formação específica, a figura inicial do ACS no território se distanciou da sua base popular e do seu personagem como educador e transformador da prática em saúde. Dentro do Projeto Unidade Escola, as residências em saúde da família, Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade e Programa de Residência em Enfermagem em Saúde da Família, vislumbraram uma possibilidade de formação in loco para este profissional. Através dessa reflexão, nosso objetivo é contextualizar alguns pontos a com os ACS em serviço: território, acolhimento, visita domiciliar, comunidade, papel de orientador, papel de educador e processos administrativos. Neste sentido, organizou-se um curso de extensão de 6 meses com 5 módulos de aula. As aulas foram organizadas e ministrada pelos preceptores das duas residências. Os módulos se dividiram em: introdução ao conceito de Atenção Primária à Saúde e contextualização histórica do ACS, território e visita domiciliar, educação em saúde e educação popular, linhas de cuidado (criança, gestante, idoso, diabético, hipertenso, tuberculose e hanseníase), saúde mental na perspectiva da redução de danos e por último a promoção da saúde e organização da semana padrão do ACS. A educação transforma e dá poder a si próprio ou a outra pessoa. Acreditar que as diferenças possuem valores positivos e que todos os indivíduos crescem quando possuem iguais incentivos. Através do propósito de empoderar indivíduos “um grupo cresce com o desenvolvimento do potencial de seus participantes.