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Introdução: O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres e um grave problema de saúde pública. Apesar do ministério da saúde ampliar a estratégia "awareness", incentivando que as mulheres conheçam os fatores de risco, sinais e sintomas, a mortalidade continua elevada, pois a doença é diagnosticada em estágios avançados. Para o profissional de saúde, torna-se um desafio abordar o diagnóstico de neoplasia mamária com a usuária, cuja reação projeta-se em 6 fases: choque inicial, negação, raiva, barganha, reconhecimento da perda e aceitação. Objetivo: Discutir a complexidade do processo de aceitação, pela paciente, de um provável diagnóstico de neoplasia de mama e a expectativa da equipe na condução do caso. Descrição: Paciente feminina de 54 anos, chegou à eqSF com mastite. Realizada ultrassonografia mamária (BI-RADS 4), cuja má notícia desencadeou o chamado choque inicial. Faltou às consultas e exames de investigação, entrando na fase de negação. Em busca ativa pela equipe, a paciente manteve-se resistente aos contatos e exames, argumentando que pela sua fé não apresentaria neoplasia (fase de raiva, oscilando com a negação). A equipe investiu na rede familiar da usuária, discutiu a gravidade do quadro e deu seguimento à investigação com mamografia (BI-RADS 5) e consulta em mastologia. Apesar do progresso, a paciente encontra-se em linha tênue entre as fases de negação e barganha (de caráter religioso). Discussão: A trajetória da usuária diante as fases de entendimento de uma má notícia pode gerar sentimentos variados no tempo e na intensidade. Cabe à equipe ampliar possibilidades de cuidado; persistir na compreensão da usuária e família; oferecer suporte e buscar rede de apoio. Conclusão: Perante a queixa inicial inespecífica, foi possível detectar a neoplasia de mama; experenciar dar más notícias; mobilizar a equipe; ampliar vínculo com rede de apoio e acolher as fases de aceitação da paciente.