Doenças Sexualmente transmissíveis: Conhecimento na terceira idade.
Introdução: Envelhecimento populacional é fato mundialmente e o Brasil possui mais de 20 milhões de pessoas acima de 60 anos, acompanhado do número crescente das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) nessa faixa etária, passando de 7% em 1996 para 13% em 2004. Essa problemática concentra-se no preconceito social relacionado ao sexo, dificultando o acesso a informações. Os idosos devem ser vistos como indivíduos portadores de desejos, necessidades sexuais, portanto estão expostos a DSTs Objetivo: Compreender o contexto e orientar a população idosa sobre DSTs; avaliar o conhecimento dessa população na Estratégia de Saúde da Família (ESF) Centro II, Extremoz/RN em relação as DSTs e sua prevenção. Metodologia: Foi realizada uma “roda de conversa” na Academia da Saúde, onde os idosos foram convidados para intervenção sobre Prevenção de DSTs, onde ocorreu também apresentação de coral, testes rápidos, distribuição de preservativos. Além disso, realizamos uma pesquisa quantitativa, de amostra intencional, tendo como critério de inclusão ter acima de 60 anos, e aceitar participar. Foi aplicado questionário, após assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, com perguntas fechadas quanto ao gênero, escolaridade, estado civil, vida sexual ativa e conhecimentos de prevenção à DST. Resultados: Participaram da ação 32 pessoas, entre idosos e pessoas da comunidade. 20 idosos responderam ao questionário. A DST mais conhecida foi a SIDA (80%) seguida por sífilis (73%) e HPV (60%). Chamou atenção o fato de 53% das pessoas acreditarem que a hepatite A é transmitida sexualmente, assim como 47% associa a candidíase como tal. Já em relação aos métodos preventivos a camisinha (93%) foi o mais bem estabelecido entre eles, seguido de seringa contaminada (67%) e um fato curioso é que 53% das pessoas acreditam que beijo na boca é forma de transmissão de DST. Além disso tivemos vários relatos da população sobre preconceito e experiências vividas.