Discutindo instrumentos de avaliação formativa no internato integrado MFC e Saúde Mental
Introdução: Como estratégia de implantação de um processo de avaliação formativa discente no internato integrado em Medicina de Família e Comunidade e Saúde Mental (MFC/SM), vivenciado na Estratégia de Saúde da Família (ESF), vem sendo desenvolvida uma experiência piloto pelo projeto de extensão “Empoderamento do usuário na prática de ensino na comunidade na área da saúde” desde agosto de 2016. Objetivo: Descrever a percepção dos internos de medicina no internato MFC/SM pela experiência nas sessões de discussão de consultas médicas através do instrumento Problem Based Interview (PBI), de forma conjunta com a aplicação do European Task Force on Patient Evaluation of General Practice Care (EUROPEP), ao usuário que foi atendido pelo interno. Descrição da Experiência: Internos de medicina da UFRJ do 10º, 11º e 12º períodos selecionaram consultas médicas conduzidas e gravadas por eles em vídeo, para posterior discussão em grupo. Esta experiência piloto aconteceu com 18 internos em duas unidades da ESF. As discussões a respeito das consultas realizadas e gravadas ocorreram em reuniões quinzenais, com a presença dos dois professores supervisores, de quatro preceptores e dos internos. Houve compromisso ético entre os participantes de confidencialidade com o conteúdo discutido. Discussão: As atividades em grupo foram avaliadas positivamente. Houve análise crítica e ampliação do entendimento e possibilidades da consulta médica, tema pouco abordado na grade curricular. A observação em vídeo e discussão das habilidades de comunicação, verbais e não verbais foram consideradas fundamentais para a formação de um médico de boas práticas. Conclusão: A aplicação do PBI na avaliação dos internos, centrada na percepção das emoções que os pacientes despertavam neles, as estratégias para estabelecer vínculo, a perspectiva do paciente e a autopercepção relacionadas a comunicação na consulta foram relevantes na formação dos graduandos. Foi percebido necessidade de maior discussão com os internos quanto a potência do instrumento EUROPEP.