Diagnóstico precoce e qualidade de vida: capsulite adesiva bilateral em paciente diabético.
INTRODUÇÃO Capsulite adesiva (CA) é caracterizada por dor, redução da mobilidade passiva e ativa do ombro. A incidência da CA é de 2% na população, entre 40 e 60 anos. Os diabéticos têm incidência de 10 a 20 % e 40% das vezes são bilaterais. A etiologia da CA aponta para resposta inflamatória crônica com fibrose capsular e das estruturas do manguito rotador. RELATO DE CASO Homem, 36 anos, portador de diabetes mellitus (DM) há 16 anos, compareceu à UBS relatando dor em ombros e limitação do movimento do ombro E há 4 meses. Nega traumas. Prescrito anti-inflamatório não hormonal, evoluiu com piora da dor e limitação de atividades de vida diária. Retornou à UBS e foi encaminhado ao ortopedista, sendo diagnosticado CA bilateral na fase hiperálgica. O paciente foi medicado com analgésicos e anti-inflamatório por via oral e encaminhado à fisioterapia. DISCUSSÃO A CA pode estar relacionada a traumas ou a doenças sistêmicas, como DM. Os sintomas principais são dor e incapacidade funcional. Exames complementares não são elucidativos. Exame cuidadoso, centrado na dor e nas restrições da mobilidade sugere o diagnóstico. O tratamento tem como objetivo controlar a dor e readquirir a mobilidade perdida, além de prevenir limitação permanente da mobilidade articular, evidenciando a importância do diagnóstico precoce. CONCLUSÃO Observa-se a importância da atenção primária no diagnóstico da CA. Esta é uma das principais causas de incapacidade funcional do ombro. O diagnóstico é clínico e, sendo oportuno, propicia tratamento adequado, influenciando significativamente na melhoria da qualidade de vida do paciente e na prevenção de complicações definitivas.