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Desnutrição energético-proteica e vínculo mãe-filho: Relato de caso

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Introdução:A desnutrição energético-proteica é definida como uma doença multifatorial de elevada letalidade cujo diagnóstico e tratamento são complexos.O aleitamento materno adequado e um forte vínculo mãe-filho são aliados na prevenção dessa enfermidade.Objetivo:A educação e o preparo das mulheres para a lactação durante o período pré-natal comprovadamente contribui para o sucesso do aleitamento materno.As adolescentes têm se constituído em alvo de atenção no sentido de conscientizá-las do papel materno e prepará-las para tal.Descrição da experiência:Aqui relatamos o caso de um paciente do sexo masculino, com 1mês e 2dias de vida, nascido de parto normal sem intercorrências, à termo e com peso de 2.945Kg, que deu entrada em uma unidade básica de saúde(UBS) do município de Rio Branco-Acre com queixa de perda ponderal acentuada, apatia e sonolência.Sua mãe tinha 15anos, não havia realizado pré-natal adequadamente e apresentava condição socioeconômica precária.O menor se encontrava em aleitamento materno exclusivo(AME) à livre demanda, contudo sua mãe não apresentar rigor nos horários das mamadas, chegando a ficar muitas horas sem amamentar a criança. Apresentava gemência, apatia, fontanelas deprimidas, diminuição do tecido celular subcutâneo, abdome escavado, lesões de pele e peso no início do acompanhamento de 1.810Kg(desnutrição grave).No momento da admissão ambulatorial foi orientado AME à livre demanda com indicação de não permitir intervalos maiores de três horas entre as mamadas. Fora iniciado atendimento multidisciplinar na UBS a fim de melhorar o vínculo afetivo entre mãe e filho que no início se encontrava enfraquecido. Após 5meses o lactente apresentava ganho ponderal esperado para idade, chegando a pesar4,978Kg e o vínculo mãe-filho havia se estabelecido.Discussão:O vínculo materno-infantil tem se revelado um grande problema a ser enfrentado, condicionado por fatores emocionais, familiares e sociais. Além disso, percebe-se que o atendimento prestado pelos profissionais da saúde e a qualidade das informações fornecidas, vêm contribuindo para melhorar a prática do AME.