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INTRODUÇÃO: A inclusão dos usuários considerados “fora de área” à Estratégia de Saúde da Família é tema recorrente. O reconhecimento dessa população demanda planejamento da Secretaria Municipal de Saúde e de instâncias superiores para fornecer atendimento adequado, pois segundo Mafort (2014), recursos e capacidade decisória sobre a saúde foi especificada para o Estado e os Municípios, o que permitiu a expansão da cobertura e a formação de bases locais de gestão de ações e serviços de saúde. OBJETIVO: Identificar o gênero, a faixa etária e as queixas mais prevalentes nos atendimentos dos pacientes não-adscritos da Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova Natal/Natal-RN, traçando o perfil dessa população-alvo para apresentar o resultado aos profissionais da referida unidade. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo observacional transversal, fundamentado na avaliação dos dados pessoais e clínicos dos prontuários avulsos da UBS Nova Natal no período de fevereiro a maio de 2017. A busca foi realizada por 10 estudantes do quinto período de Medicina supervisionados pelo médico da família e comunidade da UBS. DISCUSSÃO: Foram avaliadas 289 fichas de pacientes não-adscritos, sendo a maioria do sexo feminino (162). Dentre os motivos de atendimento, os mais prevalentes foram consultas de rotina e renovações de receitas, principalmente de pacientes hipertensos, diabéticos e mulheres em rastreamento para câncer de colo de útero. Observou-se a prevalência das faixas etárias de 21 a 30 e de 51 a 60 anos de idade, totalizando os dois grupos 91 pacientes. CONCLUSÃO: O trabalho demonstrou maior demanda de público feminino, adulto-jovem e idoso e carente de cuidados primários, evidenciando o protagonismo dessa investigação e da relevância do tema para que instâncias superiores conheçam esses usuários e possam efetivar medidas de incorporação desses pacientes e, de imediato, gerar impacto no atendimento a essa população que contará com um serviço individualizado e de maior qualidade.