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Curso de formação em grupos Balint: o olhar do residente em MFC

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Os Grupos Balint são utilizados desde os anos 50 por profissionais de saúde com o intuito de refletir a relação médico-paciente, em especial os aspectos de transferência e contratransferência. Entre 28 e 31 de julho de 2017 houve no Rio de Janeiro-RJ o curso de formação em liderança de grupos Balint, com a participação de profissionais especializados em psicologia, ginecologia, psiquiatria e Medicina de Família e Comunidade (MFC), de 12 Estados brasileiros, atuantes predominantemente como preceptores, gestores, coordenadores e professores de graduação. Havia, porém, uma minoria composta por residentes de MFC. Os autores deste relato são médicos residentes formados no Estado do Pará e hoje cursam diferentes Programas de Residências em MFC, no Rio de Janeiro e São Paulo. Entendem que essa diversidade permite uma maior amplitude na compreensão dessa experiência formativa. São nossos objetivos neste relato discutir as nossas motivações para realizar o curso; os desafios vivenciados nessa formação; as contribuições dessa nova ferramenta sobre a relação com os pacientes; contribuições nas relações institucionais em nossos Programas de Residência de Medicina de Família e Comunidade (PRMFC). Durante as 30h do curso vivenciamos grupos fixos, de 12 integrantes (incluindo 2 facilitadores), experienciando diversos papéis possíveis do grupo Balint: participantes, apresentadores de caso e facilitadores. O debriefing posterior a cada um dos 10 grupos possibilitou uma profunda reflexão sobre a prática dessa ferramenta, sobretudo na abordagem de facilitação. A intensidade dessas relações nos trouxe grande satisfação e boas perspectivas para amplificar nossa prática profissional. A iniciativa do curso permitiu o início da expansão qualificada dos grupos Balint; criou um ambiente seguro para discussão de casos complexos; ampliou possibilidades de cuidado e revelou-se potente na formação do residente de MFC em suas residências de origem.