Comportamento dos usuários em diferentes modelos de organização do acesso
Introdução: Diferentes modelos de organização do acesso na Atenção Primária à Saúde são propostos e escolher o que melhor atende as necessidades do território é essencial. Objetivo: Descrever o comportamento dos usuários em diferentes modelos de organização do acesso. Metodologia: Foram acompanhados os indicadores de acesso, de janeiro a maio de 2017, em três Unidades Básicas de Saúde, região Sul de São Paulo. Os modelos de organização do acesso analisados foram: modelo de atenção às condições crônicas (UBS A), acesso avançado (UBS B) e tradicional (encaixe na agenda) (UBS C). Discussão: O percentual de atendimentos por consulta de demanda espontânea acumulado foi: 45.74% (UBS A), 59,09% (UBS B) e 34.45% (UBS C). A Razão de atendimentos demanda espontânea/agendada (excluindo o cuidado continuado de demanda agendada) acumulado foi: 1.8 (UBS A), 2.8 (UBS B) e 1.02 (UBS C). Em relação ao acesso a cuidados continuados, observa-se que a UBS A tem percentuais próximos entre atendidos e proporção da demanda por cuidados continuados (até 14 anos: 23.26% versus 20.13%; 15 a 39 anos: 23.6% versus 17.92% e 40 anos ou mais: 55.24% versus 61.95%). Na UBS B observa-se um desequilíbrio entre a oferta de cuidados crônicos e a demanda (até 14 anos: 25.69% versus 20.79%; 15 a 39 anos: 30.16% versus 18.51%; 40 anos ou mais: 44.16% versus 60.70%). Na UBS C nota-se a concentração de oferta em crianças e adolescente e desequilíbrio na oferta para crônico (até 14 anos: 20.42% versus 19.16%; 15 a 39 anos 26.65% versus 17.05%; 40 anos ou mais 52.94% versus 63.79%). A razão de pessoas distintas atendidas no território em maio de 2017 foi de: 0,21 (UBS A), 0,14 (UBS B) e 0,09 (UBS C). A proporção de atendimentos gerados para AMA de referência foi de 5,9% (UBS A), 4,6 (UBS B) e 7.0% (UBS C)