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Avaliação da qualidade do pré-natal de uma Unidade Básica de Saúde tradicional

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A assistência pré-natal adequada é o primeiro passo para um parto e nascimento saudável, pois possibilita identificar e intervir clinicamente sobre potenciais fatores de risco para mãe e bebê. Sabe-se que um programa de pré-natal de qualidade diminui morbimortalidade materno-fetal. Objetivo: avaliar a qualidade do pré-natal de uma unidade básica de saúde (UBS) tradicional administrada por uma Universidade Federal. Metodologia: estudo transversal amostra: gestantes atendidas e com fichas espelho do programa e data provável de parto entre maio de 2016 e maio de 2017. Foram coletadas informações sociodemograficas, antropométricas, de morbidade e da assistência pré-natal. Para avaliação da qualidade foi utilizado o indicador Kessner modificado por Takeda e análise do cumprimento da rotina preconizada pelo Ministério da Saúde. Resultados: 23 gestantes foram acompanhadas, 90% com idade entre 15 e 35 anos, média de anos de estudo foi de 9,6, 60% possuía parceiro fixo, 27% tabagistas, 52,2% estava com IMC acima do normal. As suplementações foram prescritas para 87% das gestantes, peso e a pressão arterial foram aferidas em 73,9% e 82,6%, respectivamente. A altura uterina (a partir da 12ª semana) e os batimentos cardíacos fetais (a partir da 20ª semana) foram ambos realizados em mais de 60% das mulheres e 56,5% realizaram os exames laboratoriais integralmente. O índice de Kessner foi considerado adequado em 52,2% dos atendimentos. Conclusão: A escolaridade das gestantes atendidas está acima da média nacional, o tabagismo estava presente em número acima do esperado para a população adulta (14,1%) assim como o IMC acima do normal. Tanto o exame clínico como realização dos exames laboratoriais ficou abaixo do preconizado. A qualidade do programa não foi boa comparada estudo que avaliou a qualidade do pré-natal em Pelotas de 1993 utilizando o mesmo índice que obteve como adequado 82,7% dos pré-natais.