Autoavaliação de internos e residentes acerca dos conhecimentos aplicados em saude mental
Introdução: A Atenção Básica (AB) se tornou fundamental para a atenção das pessoas portadoras de transtornos mentais, com proposta de produção de cuidados dentro dos princípios da integralidade, interdisciplinaridade, intersetorialidade e territorialidade. No contexto de mudanças de efetivação do SUS, faz-se essencial a abordagem da formação médica sobre saúde mental. Objetivo: Realizar uma autoavaliação com internos e residentes médicos sobre conhecimentos aplicados em saúde mental na AB. Metodologia: Trata-se de um estudo quantitativo e transversal realizado por meio de aplicação de questionário com oito residentes de Medicina de Família e Comunidade e sete graduandos do internato em Saúde Coletiva da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) em Mossoró/RN. Discussão: A ausência de conhecimentos sobre saúde mental para condução clínica denota a superespecialização do ensino médico com relação as outras especialidades em detrimento de uma demanda crescente em saúde mental. Quanto à avaliação clínica uma maior segurança na condução da anamnese, em comparação ao exame psicopatológico, relacionando-se à forte caracterização clínica e patológica da entidade nosológica na graduação associada ao déficit de prática médica voltada à abordagem de saúde mental. Tendo em vista esses fatores, a avaliação do projeto pedagógico de curso se faz imprescindível, uma vez que é evidente essa enorme lacuna na formação profissional. Conclusão: A articulação entre saúde mental e AB é um desafio, pois requer prestação de assistência de qualidade, inerente ao conhecimento profissional, logo repensar a assistência em saúde mental é ponto inicial para contribuir para mudanças no processo de formação médica.