As diretivas antecipadas de vontade e a relação médico-paciente
É clara a conexão entre as diretivas antecipadas de vontade e a relação entre os médicos e os pacientes, uma vez que para a feitura das diretivas o paciente necessita das explicações e dos esclarecimentos de um bom profissional. A boa relação entre estes atores do processo de saúde é fundamental, especialmente quando se fala de planejamento de cuidados com a vida, com a saúde e com o processo de morrer. Atualmente a medicina leva em consideração na avaliação e na conduta de seus casos clínicos os fatos, fundamentando-se na medicina baseada em evidências e, em seguida, parte para a tomada de decisão. Mas um novo paradigma surge, levando-se a incluir neste processo os valores, sobretudo do paciente, para então passar-se à tomada de decisão. Tendo por objetivo estabelecer a relação entre os documentos diretivas antecipadas de vontade e a relação médico-paciente, foi realizada uma pesquisa utilizando-se como metodologia a revisão bibliográfica com os descritores diretivas antecipadas e relações médico-paciente, com artigos em periódicos indexados nos portais CAPES/MEC, BVS e ProQuest, de janeiro de 2006 a dezembro de 2016, nos idiomas português, inglês e espanhol, sendo obtidos 238 artigos. Após a análise destes artigos, seguindo critérios estabelecidos de inclusão e de exclusão, restaram 40 artigos. A relação médico-paciente tem passado por momentos de crise e de dificuldades. No entanto, ela é o fundamento do cuidado na área de saúde. Através do bom relacionamento e da confiança entre estes protagonistas, com o empoderamento do paciente, com a orientação médica apropriada, com a deliberação para a tomada de decisões, com o consentimento sendo informado e com o assessoramento sendo adequado na feitura de diretivas, o cuidado é promovido no viver e no morrer. A formação aprimorada e continuada dos médicos e o cultivo de virtudes é de suma importância neste processo.