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APS no Sistema de Saúde Privado

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O sistema de saúde privado no Brasil, possui muitos desafios como o aumento e o envelhecimento da população, a demanda crescente por atendimento, a evolução, a complexidade e o aumento constante dos custos da medicina de alta complexidade tecnológica. Apesar da evolução da medicina, dos avanços no tratamento e no diagnóstico, não houve progressos significativos no modelo assistencial privado e o custo com a operação tem se tornado insustentável. Mudar a forma de prestação de serviço na saúde suplementar do Brasil é inevitável, ou então teremos a falência do setor, o que levaria a um aumento na demanda da saúde pública gerando um colapso ainda maior na saúde do país. Diante dos desafios e observando posturas adotadas em outros países, a solução identificada pelo próprio sistema de saúde suplementar para alcançar o Triple Aim é a implementação do modelo de APS, ou seja, mudar o modelo de prestação de serviço do setor até então hospitalocêntrico e médico centrado para uma medicina mais humanizada, coordenada e integrada. Nesse momento, a mudança no sistema suplementar de saúde novamente reflete a mudança social e percepção de qualidade pelos seus clientes associados a um custo elevado, pouco efetivo e insustentável. A produção acadêmica sobre a questão do mercado de planos privados de assistência à saúde, como objeto da saúde coletiva, é relativamente escassa, dado a pouca e só recente vinculação do mesmo ao setor, a inexistência de um sistema de informações ou levantamento de dados confiáveis que permitam afirmações mais conclusivas ainda são rudimentares e resultados são balizados empiricamente. Dados preliminares sugerem que modelo de APS liderado pelo médico de família pode ser um caminho a ser considerado também para o setor privado de saúde no Brasil a fim de manter a sua viabilidade.