Aproximação de alunos com a comunidade indígena de Porto Alegre
Introdução: Brasil tem cerca de 305 grupos indígenas - cada um representado pela sua própria cultura. A cidade de Porto Alegre/RS, tem três desses grupos - Mbyá Guarani, Kaingang e Charrua. PUCRS participou do PET-Redes de Atenção à Saúde Indígena, com objetivo de aproximar profissionais e alunos da cultura indígena promovendo a compreensão para se trabalhar nessas comunidades. Objetivos: Partilhar experiência de estudantes da área da saúde com populações indígenas em Porto Alegre. Sensibilizar a comunidade acadêmica para a importância do estudo teórico e da aproximação dos estudantes da graduação com grupos de etnia específicos. Descrição da experiência: Alunos da PUCRS se aproximaram da comunidade, podendo acompanhar as consultas da equipe de saúde indígena e observar peculiaridades no atendimento dessa população. Essa equipe tinha uma médica do Programa Mais Médicos. Em algumas consultas, eram prescritos tratamentos alternativos para complementar o convencional, valorizando a cultura da população e fortalecendo o vínculo médico-paciente. Discussão: PUCRS trabalhou com os grupos Charrua e Kaingang. Charrua é o menor da cidade, vivendo em condições precárias nas quais os atendimentos de saúde eram realizados em locais inapropriados. Kaingang é o quinto maior do Brasil, tendo uma aldeia melhor estruturada, inclusive com unidade de saúde e escola. Participamos também do encontro de Kujas, que são os detentores da sabedoria medicinal Kaingang. No encontro anterior, foi criada a caderneta de saúde bilingue do (e da) jovem kaingang para facilitar o relacionamento e resgatar a cultura. Conclusão: Currículos da graduação normalmente não contemplam a saúde de populações específicas, apesar de algumas mudanças curriculares já estarem ocorrendo para melhorar essa situação. Participar desse projeto nos proporcionou ampliar os horizontes, vendo além dos muros da universidade. No entanto, isso ainda é realidade para uma minoria. Assim, percebemos que precisa-de criar mais espaços para a discussão sa saúde de populações específicas.