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Introdução: a Unidade Básica de Saúde é capaz de engendrar em torno de si uma rede de relações sociais ou rede de solidariedade em torno da saúde. Both (1976, p. 212), descreve que as pequenas comunidades têm maior articulação em redes solidárias do que as famílias de grandes centros. Esse conceito de conexidade pode ser observado em muitos bairros de Curitiba que funcionam como pequenas comunidades. Em trabalho anterior, um dos autores encontrou essas conexões em mulheres gestantes que haviam tido a morte dos seus bebês (FRAIZ, 2001). Objetivo: demonstrar o que aprendemos através da experiência de um indivíduo inserido numa dessas redes de solidariedade, não apenas como uma usuária passiva do SUS, mas também como um ser político que ajuda a construí-lo. Metodologia: na disciplina de Atenção Integral à Saúde II (Medicina - UFPR) utilizamos a metodologia da problematização, propiciando a coleta de informações, em primeira instância, na UBS e, posteriormente, através de duas entrevistas domiciliares com a protagonista deste trabalho. Discussão: o relato exemplifica a teoria de rede de solidariedade no cotidiano e mostra que não só a atenção básica pode articular-se em rede com os demais serviços de saúde, como também amplificar-se e interagir com outras esferas da vida particular. Assim, nossa entrevistada nos mostrou uma concepção de comunidade, em que pessoas oriundas de diferentes contextos colaboram em direção a um mesmo objetivo, enriquecendo a diversidade e qualidade de serviços disponíveis para aquela população. Conclusão: por ser uma multiplicadora de informações no seu meio, a usuária deixa de ter um papel meramente expectante no serviço de saúde, conscientiza-se de seus direitos e passa a participar ativamente da construção e manutenção do SUS. Resgata, enfim, um significado alternativo, que caiu em desuso, para o termo rede social.