Análise sobre a implantação das Práticas Integrativas e Complementares na rede básica
Introdução: Em três de maio de 2006, foi implementado no Sistema Único de Saúde (SUS) a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). Tal política visa garantir a integralidade do cuidado na atenção básica através da implantação das práticas integrativas (PIC), tais como a Medicina Tradicional Chinesa-Acupuntura, Homeopatia, Fitoterapia, Medicina Antroposófica e Termalismo-Crenoterapia. Objetivo: Saber e discutir os benefícios e dificuldades enfrentados na implantação das PIC se torna importante para que boas experiências sejam compartilhadas, erros não sejam repetidos e sua viabilidade seja facilitada. Método: Foi feito levantamento em base de dados (Scielo e PUBMed), incluindo artigos em português, publicados entre 2006 e 2014. Discussão: A promoção de saúde vem sendo realizada através de modelos biomédicos mecanicistas, com uso abusivo de tecnologias, causando uma crescente desumanização da relação médico-paciente e um aumento dos efeitos iatrogênicos pelos usos terapêuticos excessivos. Em contrapartida, um movimento de resgate da medicina tradicional está em expansão. Aumenta-se a demanda pela valorização do ser humano como um indivíduo complexo que deve ser encarado de maneira holística. Nesse sentido as PIC contribuem para o avanço desse movimento. A criação e implantação da PNPIC no SUS surge para regulamentar a tendência de promover a saúde por meios que extrapolam o tratamento focado na doença e dão maior importância àqueles que têm o paciente como elemento central na prevenção de doenças e promoção da saúde. Conclusão: As dificuldades encontradas na adoção das PIC abrangem desde a falta de profissionais capacitados até falta de insumos utilizados em tais prestações de serviços. Discutir e resolver tais questões é indispensável e contribuirá para uma melhor promoção de saúde, crescimento, e consolidação do SUS pois tais práticas estão em sintonia com seus princípios.