Análise dos registros dos prontuários da UBS de Nova Natal, Natal-RN.
INTRODUÇÃO: O prontuário, de acordo com a Resolução do Conselho Federal de Medicina, caracteriza-se como um documento padronizado, ordenado e conciso, que contém as principais informações referentes às condições clínicas atuais e pregressas do paciente, o atendimento no serviço de saúde e as condutas estabelecidas, contemplando todos os profissionais do corpo de saúde. Este garante o compartilhamento de dados entre membros da equipe de saúde e a longitudinalidade do trabalho, além de fornecer suporte à gestão, pesquisa e ao ensino em saúde. OBJETIVO: Avaliar o preenchimento dos prontuários dos atendimentos na UBS. METODOLOGIA: Foram avaliados 289 prontuários, das letras A a Z, referentes às consultas gerais realizadas no ambulatório da Unidade de Saúde da Família Nova Natal, no período de 15 de fevereiro a 23 de maio de 2017. Posteriormente, analisados qualitativamente baseado nas exigências do artigo 87, § 1º, do Código de Ética Médica. DISCUSSÃO: Tornou-se evidente a prevalência de prontuários que não apresentavam informações básicas e relevantes para dar-se continuidade ao cuidado, este um dos princípios da atenção básica. Elenca-se ainda a falta de segurança das informações, dificuldade diante da estruturação da integralidade do cuidado, letras ilegíveis, utilização de abreviações, incoerência dos registros, ausência do Cartão SUS em mais de â…” dos analisados - este, um mecanismo eficaz para rotacionar recursos às unidades vinculadas ao sistema. Maziero (2013) relata que a inadequação ou a não realização desses registros reflete no cuidado do paciente, na instituição, e dificulta a avaliação do serviço fornecido pela equipe de saúde, visto que o processo de comunicação dos profissionais envolvidos é rompido. CONCLUSÃO: Diante disso, é imperativo o melhor registro da história clínica, que poderia ser feito de maneira padronizada por métodos como o RCOP-SOAP, o qual permite nitidez das diversas problemáticas apresentadas pelos pacientes de forma sintetizada (QUEIROZ, 2009).