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INTRODUÇÃO: A integralidade é atributo essencial da AB, com o interesse em entender o indivíduo no seu cuidado; articular serviços e práticas baseadas na epidemiologia da população adstrita e políticas para resolução de problemas na saúde. A integralidade foca o cuidado focalizado, com os saberes da EAB apoiada pelo NASF e o cuidado ampliado, articulado nas redes de serviços. Esses parâmetros são vitais para o cuidado da Saúde Mental (SM), para a inclusão do indivíduo na rede de cuidado e para a efetividade do planejamento terapêutico. OBJETIVO: Descrever a integralidade da atenção à SM nos serviços de AB na perspectiva da EAB, no contexto do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB), comparando dados do Brasil, Teresina-PI e Parnaíba-PI. MÉTODOS: Estudo transversal e descritivo. Os dados foram extraídos do banco da avaliação externa do ciclo II do PMAQ-AB. As 7 questões são do módulo II do instrumento de coleta, respondidos pelos profissionais da EAB. Foram consideradas equipes que cuidam da SM, com resposta “sim” para as 7 questões. As entrevistas ocorreram de janeiro a setembro de 2014. RESULTADOS: Das 29778 EAB entrevistadas no Brasil, 9640 (32,4%) responderam que tratavam integralmente da SM. Em Teresina-PI, entrevistou-se 15 EAB, e, 3 (20%) operam na SM integralmente; em Parnaíba-PI, entrevistou-se 34 EAB, e apenas 1 (3%). Do total das EAB no Brasil, as que articulam o cuidado com as redes de atenção foram 13768 (46,2%). Em Teresina-PI, apenas 6 (40%); em Parnaíba-PI, apenas 13 (38%). CONCLUSÃO: Os resultados evidenciam que no Brasil, bem como nas cidades do estudo, o cuidado da SM não é bem articulado e não há integralidade efetiva. Portanto, é necessário que haja uma melhor articulação do cuidado pela AB, e a aplicação de todos os atributos da AB.