Análise do diagnóstico da Tuberculose na zona central do Rio de Janeiro
Introdução: A Tuberculose é um grave problema de saúde no Rio de Janeiro, com uma alta prevalência entre os pacientes com Infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). O Rio de Janeiro ocupa atualmente o terceiro lugar entre as vinte e sete capitais do Brasil, tendo um coeficiente de incidência em torno de 84,2/100 mil habitantes/ano e mortalidade de 6,2/100 mil habitantes/ano. O Programa Nacional para o fim da Tuberculose foi elaborado em resposta a esse crescente fardo. Objetivo: Analisar o diagnóstico e a alta médica da Tuberculose em pacientes atendidos em uma Clínica da Família da zona central do Rio de Janeiro e que possui residência em Medicina de Família e Comunidade (MFC). Metodologia: Estudo longitudinal com análise retrospectiva dos prontuários eletrônicos de pacientes com idades entre 7 e 89 anos, com diagnóstico de Tuberculose, acompanhados no período de agosto de 2015 a junho de 2017. Os dados foram analisados no Excel. Resultados e discussão: A clínica da família possui seis equipes de saúde da família, com 9 residentes em MFC ocupando quatro equipes, e um total de 21.969 usuários cadastrados. Desses, foram diagnosticados 84 pacientes com Tuberculose e avaliados entre os motivos de alta: cura, morte, abandono e mudança no diagnóstico. No total, 64 (76,1%) foram curados ao completar o tratamento, 8 (9,6%) abandonaram o tratamento, 1 (1,2%) morreram e 11 (13,1) tiveram alteração de diagnóstico. Foram excluídos do estudo os pacientes que mudaram de clínica ou de território. A taxa de sucesso do tratamento foi de 76,1%, um pouco abaixo da meta do Programa Nacional de Controle da Tuberculose que é curar 85% dos doentes. Considerações finais: É necessário um esforço colaborativo entre os trabalhadores da saúde para acompanhamento dos pacientes com Tuberculose, além de enfrentar o desafio de intensificar o processo de registros de dados.