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Introdução: Em meados 2015, o Zika vírus se tornou uma emergência de saúde pública no Brasil. As proporções epidemiológicas aumentaram de forma rápida, principalmente, no norte do país. Além de todas as alterações presentes na síndrome congênita do Zika, dentre elas a microcefalia, as anomalias oftalmológicas representam, também, um grande impacto na qualidade de vida das crianças, tendo em vista as possíveis sequelas. Objetivo: Identificar e reunir as manifestações oftalmológicas já descritas na síndrome congênita do Zika. Metodologia: Baseou-se em uma revisão integrativa, reunindo e analisando publicações retiradas de banco de dados científicos – Pubmed, Scielo e Lancet. Discussão: As alterações mais prevalentes são encontradas no fundo de olho. Destaca-se a atrofia e pigmentação da mácula além de atrofia, hipoplasia e palidez do nervo óptico. É importante ressaltar que houve casos de alterações oculares na ausência de microcefalia. Conclusão: Os dados obtidos na revisão, evidenciaram a importância e a variedade de alterações oftalmológicas que essa síndrome pode causar. Desse modo, o exame oftalmológico deve ser realizado em crianças com potencial exposição ao vírus, mesmo apresentando o perímetro cefálico dentro dos parâmetros normais para a idade. Nesse âmbito, o médico da família possui um papel fundamental que se baseia desde o diagnóstico até o acompanhamento contínuo da criança e da família.