Acompanhamento da saúde de trabalhadores de São José do Rio Preto
A vida de muitos é marcada pela falta de tempo e estresse, que podem instituir maus hábitos de saúde. Ademais, o progresso modificou o perfil de doenças brasileiras, aumentando as crônicas não transmissíveis (DCNT). Assim, procurou-se a promoção e prevenção da saúde de trabalhadores de uma cooperativa de coleta seletiva de lixo e de seus conhecidos, abordando-se temas focados nos fatores de risco modificáveis, os quais influenciam DCNT e informações acerca do SUS para empoderamento. Público: 41 pessoas (19 a 61 anos). Duas partes por encontro: coleta de dados e abordagem do tema. Coleta: atividade continuada e individual de monitoramento: IMC, circunferência abdominal, pressão arterial, prática de exercício físico, alimentação e vícios (cigarro, álcool). Cada encontro verificou a efetividade do anterior através de perguntas sobre prática dos temas abordados, buscando-se adesão às modificações propostas. Abordagem individual ou em grupos em cinco encontros. Primeiro (Cronograma): conscientização sobre hábitos prejudiciais à saúde. Pediu-se para desenharem seus hábitos de saúde, percebendo os maléficos. Após, criação de sugestões para os modificarem. Segundo (Exercício Físico): conversa sobre benefícios dos exercícios e do aquecimento para a atividade exercida por eles (trabalho braçal), incluindo metas de exercícios plausíveis para cada cotidiano. Houve aula de condicionamento físico. Terceiro (Nutrição): montagem de pratos: um cotidiano e outro mais saudável, sendo explicado sobre alimentação saudável e pirâmide alimentar. Quarto (Vícios): Malefícios: fumo, álcool, uso indiscriminado de medicamentos, expondo formas plausíveis e individuais de cessá-los. Quinto (SUS): direitos e deveres do cidadão ao acesso à saúde. Trabalho não assistencialista, mas que proporcionou um modelo para difusão do conhecimento entre alunos e comunidade e vice-versa. Duas vezes na semana, instituiu-se prática de exercício matinal, com 34% dos trabalhadores exercitando-se; adesão ao Programa Antitabagismo por mais da metade dos tabagistas; implementação de horta comunitária com um terço dos trabalhadores melhorando alimentação.