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Acesso social, à saúde e à educação de crianças e adolescentes autistas

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INTRODUÇÃO: autismo é uma Síndrome Comportamental com sintomatologia nas dimensões social, comportamental e comunicação. Este transtorno impõe às famílias e ao Estado demandas de assistência à saúde, social e educacional. OBJETIVO: caracterizar o acesso à saúde, educação e social de crianças e adolescentes com autismo. MÉTODO: pesquisa transversal, quantitativa. Obteve-se participação de 35 famílias de crianças e adolescentes em um Centro de Neurologia público no Sul do Brasil, entre abril e maio de 2016, que responderam questionário estruturado. Os dados foram analisados por estatística descritiva. RESULTADOS E DISCUSSÃO: a média de idade foi de 9,8 anos, prevalência do sexo masculino (77,17%), como verificado na literatura. O tempo médio de percepção dos sintomas do autismo pelas famílias foi de 6,6 anos e o tempo que recebiam atendimento em neurologia, 4,3 anos. Isto reflete, comparado com a idade, o intervalo de tempo em que os sintomas começaram a surgir (três anos) e o tempo de busca por diagnóstico e tratamento especializado. Destes, 2,86% utilizavam órtese e/ou prótese e 28,57% recebiam medicação do sistema público de saúde. Acerca da educação, 77,14% cursavam ensino regular e 22,86% especial, 83% tinham acesso a escola pública e 17% privada, o que pode ser reflexo da política de inclusão social, no qual houve redução na oferta de vagas em classes especiais, e aumento de matrícula nas regulares. Sobre a assistência social, 40% recebiam Benefício de Prestação Continuada da Assistência, 11,43% tinham isenção de tarifa de transporte e 5,71% de energia elétrica. CONCLUSÃO: Os resultados expressaram a necessidade de refletir sobre o suporte da Atenção Primária à Saúde às famílias com crianças e adolescentes autistas, com vistas ao acesso ao desenvolvimento educacional, apoio social, e diagnóstico precoce da doença.