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Introdução: O Brasil vive um período de transição nutricional, onde a obesidade infantil cresce em prevalência e se consolida como importante questão de saúde pública. O excesso de peso gera consequências a curto e longo prazo e é preditivo para o excesso de peso na vida adulta, contribuindo para o aumento de morbimortalidade por doenças crônico-degenerativas, levando à redução da qualidade de vida e aumento dos gastos públicos. Para se ter eficácia nas medidas de prevenção e tratamento da obesidade na infância, é imprescindível o envolvimento de toda a família, que deve ser capaz de reconhecer o risco à saúde e se motivar para uma mudança dos hábitos de vida. Objetivos: Descrever estratégias de abordagem terapêutica da obesidade em crianças e seus familiares. Método: Revisão integrativa a partir de levantamento bibliográfico nas bases de dados PubMed, Lilacs e Scielo, combinando aleatoriamente as palavras-chave em português e inglês: “obesidade”, “criança”, “família” e “políticas públicas”, entre 2010 e 2017. Resultados e Discussão: Os artigos analisados são unânimes em apontar o crescimento da obesidade infantil e a necessidade do incentivo à alimentação saudável e atividade física, contudo, poucos apontam meios concretos e efetivos de realização de mudanças comportamentais na infância, que inclui necessariamente abordagem familiar. Os profissionais inseridos na Atenção Primária, devido sua proximidade e vínculo com os indivíduos e suas famílias, são os mais habilitados a realizar esta abordagem. Conclusões: Faz-se indispensável uma maior valorização da abordagem familiar na construção de hábitos saudáveis na infância. Com maior incentivo ao estudo e publicação do tema, ainda pouco abordado pela comunidade acadêmica.