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Introdução: A tuberculose é um problema de saúde pública mundial, possuindo relação forte com determinantes sociais em saúde como pobreza, baixa escolaridade e aglomerações dos grandes centros urbanos. Embora no Brasil, seja constatada uma importante queda na taxa de incidência nos últimos 10 anos, as taxas de abandono de tratamento ainda mantem-se acima do recomendado pela OMS de 5%, sendo no Rio de Janeiro de 12,5%. Objetivo: Determinar as causas de abandono do tratamento da tuberculose em pacientes atendidos em uma Clínica da Família da zona central do Rio de Janeiro e que possui residência em Medicina de Família e Comunidade. Metodologia: Estudo longitudinal com análise retrospectiva dos prontuários de pacientes com tuberculose, acompanhados no período de agosto de 2015 a junho de 2017. O abandono foi definido pela interrupção do tratamento por mais de 30 dias consecutivos. A amostra constituiu-se de 81 usuários com diagnóstico de tuberculose registrado em prontuário eletrônico, com idades entre 7 e 89 anos. Os dados foram analisados no Excel. Resultados e Discussão: Verificou-se uma taxa de abandono de tratamento em 9,8% dos pacientes, a maioria entre o primeiro e o terceiro mês do esquema terapêutico. Cerca de 60% estavam abaixo dos 25 anos, 62% eram homens e 87 % solteiros. A maioria tinha emprego informal e só identificamos um tabagista. Cerca de 25% dos pacientes eram pessoas que vivem com HIV/AIDS. Não encontramos registros sobre etilismo, internação e nível de escolaridade. Considerações finais: Os fatores associados ao abandono foram: melhora clínica após início do tratamento; não morar no território adscrito e o envolvimento com tráfico de drogas. É necessário intensificar a educação em saúde; dar mais ênfase a integralidade da assistência, individualizar os casos e garantir longitudinalidade do cuidado; melhorar o tratamento diretamente observado, a busca ativa e o registro de dados.