A primeira consulta do Paciente HIV/aids na Atenção Básica
Introdução: Epidemiologicamente casos de HIV/aids são de grande preocupação em saúde pública. Alvorada,mesmo sendo um dos menores municípios do Estado do Rio Grande do Sul, figura em segundo lugar no ranking nacional em casos de infecção pelo vírus, com uma taxa de detecção de 63,1 (a cada 100 mil habitantes), perdendo apenas para a capital gaúcha. A primeira consulta na Atenção Básica é, muitas vezes, o momento da revelação do diagnóstico positivo, onde serão repassadas as informações da doença, do tratamento e dos aspectos psicossociais envolvidos. Objetivo: Descrever os desafios oriundos desse momento, bem como o impacto positivo que a entrevista de acolhimento pode refletir na adesão ao tratamento. Descrição da experiência: Foram realizadas 8 primeiras consultas com pacientes HIV/AIDS, num período de 8 meses. Em cinco dessas consultas foi o momento do conhecimento do diagnóstico através do teste rápido. Em dois casos, tratava-se de casais em que houve necessidade de informações a respeito da sorodiscordância. Indiscutível a necessidade de uma habilidade quando das informações que a partir desse momento são repassadas. A discussão ampla sobre a doença e o desprendimento dos estereótipos desse diagnóstico, bem como a importância à adesão ao tratamento antirretroviral, são questões que norteiam esse momento complexo enfrentado na Atenção Básica de Saúde. Discussão:A Atenção Primária à Saúde como lócus de gestão do cuidado e porta de entrada do SUS, cumpre papel estratégico e privilegiado para esses atendimentos, com alto potencial no diagnóstico e no tratamento para o enfrentamento dessa epidemia. Conclusão: Tendo em vista a relevância da problemática exposta, a qualidade dessa primeira consulta na Atenção Básica deve ser alvo de estudo continuado e apresenta-se como um desafio em transmissão de más notícias e relação médico-paciente.