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A percepção da vulnerabilidade social no primeiro dia de cadastramento da ESF-Calango

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Introdução No início de 2017, a Equipe de Saúde da Família Calango (ESF-Calango) foi implantada na região do Buritis II, de Planaltina (DF). Era sabido que a área sofria influência do tráfico de drogas, era violenta e a sua população demandava bastante o serviço. Não era palpável, no entanto, como efetivamente se traduzia a vulnerabilidade social da comunidade. Objetivo Relatar o impacto da visita ao território no diagnóstico situacional da comunidade assistida pela ESF-Calango. Descrição da experiência Para iniciar o diagnóstico da área, foi decidido que todos os profissionais iriam iniciar os trabalhos das equipes com o cadastramento das famílias. No primeiro dia, uma dupla de profissionais da Calango visitaram 6 lotes, onde moravam 10 famílias, e encontraram: 1. 4 analfabetos; 2. 1 caso de sequela grave de poliomielite; 3. 2 hipertensos sem tratamento; 4. 1 diabética descompensada com retinopatia avançada; 5. 1 caso de sífilis neonatal; 6. 1 gestante de 15 anos; 7. 1 família de um presidiário. Discussão Os problemas sociais e de saúde tornaram-se mais concretos já após o primeiro dia de visita ao território. A saída a campo não apenas serviu para conhecer a população e o território, mas também para evidenciar que boa parte da população tinha se mantido desassistida pelo antigo centro de saúde, apesar da proximidade espacial. Conclusão A equipe ficou impactada com a quantidade de situações encontradas em apenas um dia. Os desafios ficaram mais evidentes, bem como a necessidade de estratégias para enfrentá-los. A experiência da ESF-Calango reforça a necessidade de uma abordagem em saúde que consiga olhar para além do consultório.