A obesidade dos profissionais da área da saúde: um sinal de alarme
INTRODUÇÃO: A obesidade é uma doença crônica, multifatorial, que causa diversos prejuízos à saúde do indivíduo, principalmente relacionada às doenças crônicas. Um estudo em 2015, realizado pelo IBGE, identificou que 56,9% dos brasileiros apresentavam sobrepeso (IMC ≥ 25), e 20,8% apresentavam obesidade (IMC ≥ 30). OBJETIVO: O presente estudo pretende avaliar a prevalência de sobrepeso e obesidade dos colaboradores da estratégia de saúde da família do município de Mogi das Cruzes. METODOLOGIA: Foram colhidos 136 dados referentes aos IMC’s de todas as categorias de colaboradores das unidades de saúde da família do município de Mogi das Cruzes. Calculou-se o percentual de colaboradores, por categoria, que se encontravam com sobrepeso e obesidade, utilizando ponto de corte para sobrepeso e obesidade como recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). DISCUSSÃO: O estudo revelou que 68,4% dos colaboradores apresentavam sobrepeso (IMC≥ 25) e 34,5% apresentavam obesidade (IMC≥30). A categoria com pior resultado foi a de Administrativos, com 89% de sobrepeso e 66,66% de obesidade; seguidos pelos técnicos de enfermagem com 82% de sobrepeso e 40,9% de obesidade; Auxiliar de Saúde Bucal com 80% de sobrepeso e 33,33% de obesidade; Agente Comunitário de Saúde com 68% de sobrepeso e 35,2% de obesidade; enfermeiros com 27,2% de obesidade; médicos com 22,2% de obesidade; técnicos de farmácia com 14,2 % de obesidade; dentistas com 12,5 % de obesidade. CONCLUSÃO: Observou-se alta prevalência de excesso de peso/obesidade nesses profissionais, muito superior a media nacional, sinalizando a necessidade de intervenções e controle desse importante fator de risco para as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), dentro da categoria dos trabalhadores da saúde, sendo necessária a intervenção pela instituição, implantando ações de promoção à saúde, hábitos alimentares saudáveis e qualidade de vida com os próprios colaboradores.