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Introdução: O excesso de peso é, atualmente, endêmico na população brasileira e, por ser fator de risco para doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) bastante prevalentes, tem grande impacto na saúde e na economia. Assim, faz-se necessário que tal problema seja avaliado, discutido e abordado constantemente durante a prática clínica do médico de família e comunidade, o que nem sempre é observado. Objetivo: Avaliar a abordagem à obesidade na população adscrita à unidade de saúde e avaliar a percepção dos profissionais como sendo parte da lista de problemas dos pacientes. Metodologia: Estudo transversal, retrospectivo, quali-quantitativo do registro do Índice de Massa Corporal (IMC) e da análise e abordagem da obesidade como parte da lista de problemas dos pacientes atendidos. Foi selecionada uma amostra aleatória através da ferramenta Excel a partir da listagem de pacientes cadastrados na unidade fornecido pelo prontuário eletrônico e analisados os atendimentos e o uso dos CID 10 e ICPC-2 correspondentes. Resultados/Discussão: Foram analisados 133 prontuários. Em 96 (72,2%) prontuários não havia registro de IMC do paciente, 21 pacientes (15,8%) tinham o IMC menor que 30 e 16 (12%) tinham o IMC igual ou maior que 30. Dentre os obesos, somente 4 (25%) tinham a obesidade registrada como um problema de saúde (presente em lista de problemas ou com os CIDs correspondentes à obesidade - E66.0 à E66.9 - ou o código T82 do ICPC-2) e 10 ( 62,5%) tinham sido orientados quanto à mudança de estilo de vida. Dentre os 10 orientados, todos tinham DCNT associada. Dentre os que não foram orientados, nenhum tinha DCNT registrada. Conclusão: Dentre os pacientes obesos, houve maior preocupação em orientação de mudança de estilo de vida naqueles que já portam DCNTs, enquanto aqueles sem DCNT não foram orientados. De maneira geral, nota-se a subnotificação dos casos de obesidade.