A mortalidade geral do Brasil na eficácia da Atenção Primaria
Introdução: O Sistema de Informação Sobre Mortalidade possui variáveis que permitem, a partir da causa de morte atestada pelo médico, construir indicadores e processar análises epidemiológicas que contribuam para a eficiência da gestão em saúde. Objetivo: Avaliar a mortalidade proporcional por grupos de causas no Brasil, além de identificar o grupo mais frequente e comparar os resultados entre os estados brasileiros e a eficácia da Atenção Primária. Metodologia: Foi realizado um estudo ecológico, analisando os óbitos registrados pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade Geral no Brasil, no período de 1996 a 2015, contidos no Departamento de Informática do SUS. Discussão: Entre os anos de 1996 a 2015, foram registrados 21.057.086 óbitos em todo o Brasil, sendo que 47,59% ocorreram no Sudeste, 25,03% no Nordeste, 15,82% no Sul, 6,14% no Centro-Oeste e 5,42% no Norte. A mortalidade por doenças do aparelho circulatório foi superior às outras causas em todos os anos do período analisado, sendo responsável por 28,12% do total de óbitos, valor quase duas vezes maior que os óbitos por neoplasias, que ocupam a segunda colocação com 14,51%. Os óbitos por causas externas e doenças do aparelho respiratório ocuparam a terceira e quarta colocação, com 12,62% e 10,21%, respectivamente. Essa ordem se manteve em todas as regiões do país, com exceção dos óbitos por causas externas, que superaram os óbitos por neoplasias nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Conclusão: Apesar das crescentes ações da atenção básica em prevenção e promoção à saúde, as doenças cardiovasculares ainda representam a principal causa de óbito, com proporções elevadas em todo o país, demonstrando assim, que é necessário a ampliação do acesso e melhoria da qualidade do serviço prestado pela atenção básica, bem como fortalecer o trabalho em redes de atenção, especialmente nos cuidados das doenças cardiovasculares.